Holanda vence e disputa final da Copa feminina com EUA

Holanda vence e disputa final da Copa feminina com EUA
julho 04 11:49 2019 Imprimir este Artigo

No domingo a Holanda busca título inédito na competição. Foto: REUTERS/Stephane Mahe/Direitos reservados

A Suécia tinha mais tradição em Copas do Mundo femininas. Foi vice-campeã em 2003, na Copa dos Estados Unidos, e também conquistou medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Já a Holanda, que venceu a Eurocopa em 2017, fazia uma campanha mais robusta neste ano, tendo vencido todos os cinco jogos que disputou até chegar na semifinal. As suecas tinham perdido um jogo na fase de grupos.

Com a bola rolando, a Suécia começou melhor e desperdiçou uma grande chance logo aos 12 minutos. Jakobsson fez linda jogada, avançou pelo meio e rolou para Blackstenius. Ela bateu cruzado e a goleira Van Veenendal fez ótima defesa.

Aos 36 minutos, depois de uma cobrança de escanteio, a atacante Hurtig acertou um chute rasteiro e a goleira holandesa fez milagre, defendendo com o pé. A Suécia já merecia ter aberto o placar, mas encontrava uma verdadeira “parede” pela frente.

Ao fim do primeiro tempo, o público em Lyon ficou com a sensação de ter assistido a um verdadeiro jogo de xadrez, em que as equipes se estudavam mais do atacavam, tirando a emoção do jogo.

A definição para saber quem seria a adversária dos Estados Unidos, no domingo (7), poderia ter ficado para o segundo tempo. Mesmo precisando marcar um gol, a Holanda continuou sem iniciativa. A Suécia permaneceu melhor e, aos 10 minutos, a zagueira Fischer chutou rasteiro e a bola se chocou contra a trave de Van Veenendaal.

O melhor lance holandês ocorreu oito minutos depois. Escanteio para a área e a atacante Miedema cabeceou conscientemente e a bola se chocou contra o travessão. Depois disso, as duas equipes pouco fizeram. Continuaram de corpo mole, esperando o tempo regulamentar se esgotar. Pareciam querer fugir de chegar à decisão.

Na prorrogação, a qualidade da partida melhorou. Mesmo com o cansaço batendo, a holandesa Groenen arriscou de fora da área um chute rasteiro, a bola entrou no cantinho da goleira Lindahl. Finalmente, saiu um gol!

A Holanda se credenciava para a primeira final de sua história nos mundiais femininos, isso apenas em sua segunda participação na competição. O restante do tempo foi de pressão sueca atrás do gol de empate. Até o último minuto, as jogadoras lutaram, mas efetivamente levaram pouco perigo à meta de Van Veenendaal e ainda se expuseram a tomar alguns contra-ataques holandeses.

Domingo, ao meio-dia, em Lyon, Holanda e Estados Unidos fazem a grande final do Mundial Feminino. À Suécia, restou a disputa pelo terceiro lugar, no sábado (6), em Nice, contra a Inglaterra.

Brasil

Foi a quarta participação do trio de arbitragem brasileiro no Mundial. Foto: Rodrigo Corsi/FPF

O Brasil perdeu para a França por 2 a 1 na prorrogação e deu adeus à Copa do Mundo de Futebol Feminino. Na partida realizada no estádio Océane, em Le Havre, a equipe brasileira lutou muito e teve sua melhor atuação na competição, mas não foi o suficiente para ultrapassar as oitavas de final.

Mas se engana quem pensa que o Brasil parou por aí. Na última terça-feira(2), três brasileiras entraram em campo com uma missão tão importante quanto a das seleções que disputam o Mundial.

Edina Alves, Neuza Back e Tatiane Sacilotti formaram o trio de arbitragem que apitou o jogo Inglaterra x Estados Unidos. Essa é mais uma visibilidade para mostrar a dedicação e o talento das mulheres no futebol. 

Em um jogo muito movimentado, os Estados Unidos venceram a Inglaterra por 2 a 1 e se classificaram para a final. 

Fonte: Agência Brasil

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Redação Diarioi
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