Motoristas fazem fila em postos de Itatiba; gasolina chega a R$ 4,99

Motoristas fazem fila em postos de Itatiba; gasolina chega a R$ 4,99
maio 24 10:57 2018 Imprimir este Artigo

Sem gasolina, motoristas se aglomeram nos postos que ainda possuem o combustível. Pelo menos cinco postos já estão sem combustível em Itatiba e o que os ainda possui deve se manter até o início da tarde. 

Com receio de ficar sem gasolina, motoristas se aglomeram em filas nos postos de combustíveis de Itatiba (SP), na manhã desta quinta-feira (24). Com a greve dos caminhoneiros, os estabelecimentos estão impedidos de reporem os estoques. Algumas unidades já interromperam o atendimento, e quem ainda possui o combustível afirma que o estoque deve se manter até o início da tarde.

No centro de Itatiba, na região da Praça do Rosário, a reportagem da ITV Brasil encontrou o preço mais caro pela gasolina: R$ 4,99 o litro. Apesar do valor, os carros ocupam uma faixa da via, provocando lentidão no trânsito da região. Já a maioria dos postos com estoque na cidade, cobram na faixa de R$ 4,49 o litro da gasolina comum.

 

Preço dos combustíveis cobrados em Itatiba na manhã de quinta-feira (24)

 

Transporte Coletivo

A empresa de transporte coletivo de Itatiba, TCI, informou que todas as linhas operam normalmente na cidade e que o reservatório particular da empresa possui combustível suficiente para operar por até mais três dias.

 

Greve dos caminhoneiros

No quarto dia de paralisação, os efeitos da greve de caminhoneiros são sentidos em várias partes do país e em vários setores econômicos. Os protestos atingem 21 estados e o Distrito Federal. Os caminhoneiros protestam através dos bloqueios em rodovias de todo o país, contra os sucessivos aumentos no preço do diesel, motivados pela política de preços da Petrobras, que determina os preços de venda dos combustíveis aos distribuidores.

Na noite desta quarta-feira (23), a Petrobrás anunciou que não mudará a política de reajustes e divulgou uma redução de 10% por 15 dias no preço do diesel vendidos pelas refinarias.

 

Serviços

Os protestos dificultaram o escoamento e a exportação de diversos produtos e o funcionamento de serviços básicos: supermercados de todo o país reclamam de desabastecimento e empresas de ônibus reduziram a frota. Os correios suspenderam temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e hoje).

Quanto aos alimentos, associações relatam impactos na produção e distribuição de alimentos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais da metade da produção de carne suína e de aves já está parada. Até agora, 129 frigoríficos pararam as produções de carne bovina, suína e de aves. As associações que representam os setores estimam que esse número suba para 208 até sexta se a situação não se normalizar.

 

Decisão

O governo tenta encontrar uma solução para encerrar a paralisação dos caminhoneiros, que protestam desde segunda-feira (21) contra a alta do preço do diesel, motivada pela política de preços da Petrobras. Na manhã desta quinta-feira o presidente Michel Temer se reuniu no Palácio do Planalto, com ministros, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o presidente da Petrobras, Pedro Parente. O governo anunciou que está em contato permanente com os caminhoneiros e uma nova reunião está prevista para a tarde desta quinta no Planalto.

Com informações do Portal G1

Atualizado às 11h55

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