Greve dos Correios entra no 3º dia com adesão de 21 estados e DF

Greve dos Correios entra no 3º dia com adesão de 21 estados e DF
setembro 22 12:46 2017 Imprimir este Artigo

A greve dos Correios entrou em seu terceiro dia nesta sexta-feira (22) com a adesão de mais um estado, o Acre. Assim, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a paralisação atinge 21 estados e o Distrito Federal.

De acordo com a entidade, a paralisação é parcial, com redução de funcionários nas agências. Mas a adesão tem aumentado nos locais em que foi declarada greve, segundo a federação. A paralisação afeta principalmente a área de distribuição.

Dos 31 sindicatos ligados à Fentect, somente dois ainda não realizaram assembleia: Rondônia e Roraima.

As agências franqueadas não estão participando da greve. Atualmente, são mais de 6.500 agências próprias dos Correios pelo país, além de 1 mil franqueadas.

A paralisação envolve os trabalhadores dos sindicatos de Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.

Levantamento parcial dos Correios realizado na manhã de quinta mostra que 91,65% do efetivo total no país estava trabalhando, o que corresponde a 99.504 empregados. Na quarta, o balanço da estatal mostrava que 93,17% do efetivo total estava trabalhando, o que correspondia a 101.161 empregados. Portanto, os números indicaram que houve aumento da adesão de funcionários.

Esse número é apurado por meio de um sistema eletrônico controlado pelos gestores da empresa, que monitora as ausências dos funcionários. Segundo a Fentect, na quinta-feira, a ferramenta teve um problema na sua operação, o que pode ter afetado o controle de quantos empregados estavam efetivamente em greve.

 

Motivos e negociações

Segundo a Fentect, foram mais de 50 dias de negociação, sem sucesso. Entre os motivos da greve estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.

A Fentec reitera que a greve foi o último recurso e que está aberta a negociação, pois entende a importância que os Correios têm para o país e que sua luta é contra o sucateamento de serviços e por melhores condições de trabalho. A entidade afirma que “está tentando junto aos Correios, Tribunal Superior do Trabalho (TST) e governo alternativas para o conflito”.

Além da Fentect, outra federação representa os trabalhadores da categoria, a Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). A entidade diz que ainda está negociando com a empresa. A Findect tem 5 sindicatos filiados, que incluem os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

A entidade defende a necessidade de ouvir a íntegra da proposta de acordo coletivo de trabalho 2017/2018 para então realizar assembleias, marcadas para o dia 26 de setembro.

Os Correios informam que nas localidades onde há paralisação já colocou em prática seu plano de continuidade de negócios para minimizar os impactos à população.

A estatal diz que continua disposta a negociar com os sindicatos que não aderiram à paralisação para que o acordo coletivo seja assinado e considera que a greve “desqualifica o processo de negociação e prejudica o esforço realizado por todos os empregados durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”.

 

Fonte: Agência Brasil

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