Tabagismo causa 65% dos casos de câncer de bexiga em homens

Tabagismo causa 65% dos casos de câncer de bexiga em homens
setembro 01 09:41 2017 Imprimir este Artigo

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado a Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Medicina da USP, faz um importante alerta sobre a relação do cigarro com o câncer de bexiga.

Pesquisa realizada com pacientes atendidos pela equipe de urologia nos últimos 12 meses mostrou que o tabagismo está ligado a 65% dos casos em homens e 25% em mulheres com tumores na região. No último ano, foram realizadas mais de 600 cirurgias e cerca de duas mil consultas ambulatoriais.

“A maioria das pessoas associa o cigarro apenas ao câncer de pulmão, porém podemos afirmar que o tabagismo aumenta em três vezes a chance de desenvolver tumor na bexiga. É extremamente importante esse alerta, pois sabemos que o tabagismo é o principal fator de risco nesses casos (de câncer de bexiga)”, alerta o urologista Leopoldo Ribeiro Filho, especialista da equipe de uro-oncologia.

A fumaça do cigarro contém inúmeras substâncias químicas e carcinogênicas. Quando os fumantes inalam a fumaça, elas são absorvidas pelos pulmões, entram na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins. Uma vez na urina, todos esses compostos do tabaco podem danificar as células da bexiga, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do câncer, em longo prazo.

Além do tabaco, produtos químicos como tinturas de cabelo e tintas em geral, tecidos, borracha e petróleo estão entre os fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer. Indivíduos que trabalham na indústria e lidam com esses compostos por anos seguidos devem ficar atentos.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA/2016), são esperados 9,6 mil casos novos de câncer de bexiga. Apesar de pouco incidente, a taxa de mortalidade é alta, batendo seis vezes o câncer de próstata, que é o mais comum em homens e também atinge o sistema genito-urinário.

Sintomas x diagnóstico precoce

O levantamento do Icesp também mostrou que cerca de 30% dos pacientes tratados apresentam tumores com invasão da camada muscular, ou seja, bastante avançados, sendo necessária a retirada completa do órgão.

Sangue e espuma na urina, dor e dificuldade para fazer xixi e infecções urinárias frequentes são sinais de alerta, inclusive para outros problemas de saúde ligados ao aparelho urinário, por isso não devem ser ignorados. O diagnóstico do câncer de bexiga é realizado por exames de urina e de imagens, como tomografia computadorizada e citoscopia (análise interna da bexiga por um aparelho com câmera).

 

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Redação Diarioi
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