Produção de veículos cai 11,2% em 2016, o menor nível em 12 anos

Produção de veículos cai 11,2% em 2016, o menor nível em 12 anos
janeiro 05 15:35 2017 Imprimir este Artigo

O prolongamento da recessão econômica no Brasil, que reduziu ainda mais a demanda por novos veículos, derrubou em 11,2% a produção das montadoras em 2016 ante 2015. As fábricas produziram 2,157 milhões de unidades no ano passado, o menor volume desde 2004, apontam dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com o menor nível de produção em 2016, as montadoras fecharam 9.293 vagas de emprego ao longo do ano. Foram eliminados 2.060 postos de trabalho em dezembro. Hoje, as empresas contam com 121.211 funcionários, número 7,1% inferior ao nível registrado no fim de 2015.

Apesar do resultado negativo no ano inteiro, as montadoras conseguiram emplacar em dezembro o segundo mês consecutivo com produção superior a 200 mil unidades e o segundo crescimento seguido em relação a igual mês do ano anterior. Foram 200.887 unidades fabricadas no último mês do ano, expansão de 40,6% em relação a dezembro do ano anterior, que foi o pior mês de 2015 e teve o menor nível de produção para o mês desde 2008. Na comparação com novembro, houve queda de 7,1%.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção de 2016 chegou a 2,078 milhões de unidades, baixa de 11% em relação ao ano anterior. Em dezembro, o volume produzido nos dois segmentos teve queda de 6,5% em relação a novembro, mas alta de 40% em relação a igual mês do ano anterior.

O desempenho das fábricas de caminhões, por sua vez, caiu 18,2% em 2016 ante 2015, ao totalizar 60.604 unidades montadas. Somente em dezembro foram 4.224 caminhões produzidos, recuo de 21,1% ante novembro, porém, avanço de 63,6% sobre igual mês do ano anterior.

No caso dos ônibus, foram produzidas 18.711 unidades, baixa de 13% na comparação com 2015. No último mês do ano, a queda foi de 38,7% em relação a novembro, com 979 unidades. Já na comparação com dezembro de 2015, houve crescimento de 81%.

fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Diarioi
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